Não basta trabalhar. É preciso ter tempo para viver.
Magali Pastore – 18.09.26
A luta pelo fim da escala 6×1 ganhou um novo capítulo e avança no Congresso Nacional. A PEC 221/2019, que prevê mudanças na jornada de trabalho, foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no dia 2 de setembro e agora segue para análise do Plenário. O texto estabelece dois dias de repouso semanal remunerado e redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.
Para o SENALBA/BA, discutir o fim da escala 6×1 é discutir uma questão que vai muito além do relógio de ponto. É discutir dignidade, saúde, convivência familiar, descanso e qualidade de vida.
Quem trabalha seis dias para descansar apenas um sabe o preço dessa rotina: menos tempo com os filhos, menos convivência com a família, pouco espaço para cuidar da própria saúde e quase nenhum tempo para simplesmente viver.
TRABALHAR NÃO PODE SIGNIFICAR DEIXAR DE VIVER
A realidade é ainda mais pesada para milhares de mulheres que enfrentam jornadas dentro e fora de casa. Depois de cumprir a jornada profissional, muitas ainda assumem grande parte das responsabilidades domésticas e familiares.
A discussão sobre a redução da jornada precisa considerar justamente esse tempo que não aparece no contracheque: o tempo de cuidar, descansar, conviver e recuperar as forças.
O debate sobre o fim da 6×1 também coloca em evidência o papel da organização coletiva dos trabalhadores. A negociação coletiva e a atuação sindical são instrumentos importantes para discutir jornadas, salários, condições de trabalho e direitos.
DIREITO NÃO SE PEDE. DIREITO SE ORGANIZA E SE DEFENDE.
O avanço da PEC demonstra que a discussão sobre a jornada de trabalho está colocada na agenda do Congresso. Mas a tramitação ainda precisa ser concluída.
Depois da aprovação na CCJ, a proposta segue para o Plenário do Senado. Para ser aprovada como emenda constitucional, ainda precisa cumprir as etapas previstas no processo legislativo, incluindo votação em dois turnos e quórum qualificado.
É por isso que a mobilização dos trabalhadores continua sendo fundamental.
O SENALBA/BA defende uma sociedade em que o trabalhador tenha não apenas emprego, mas também tempo para viver com dignidade.
Menos tempo preso ao trabalho. Mais tempo para a vida.
Fim da escala 6×1 já!
SENALBA/BA — sindicato forte se constrói com trabalhador organizado, mobilizado e consciente dos seus direitos.
Imagem: Senado Federal do Brasil