Data marcante que nos convida a uma reflexão profunda. Mais do que um feriado, este é um dia de Luto e de Luta.

É dia de Luto, pelas vidas perdidas em acidentes de trabalho, pelo adoecimento mental que invade nossas casas, pelo aumento dos problemas pelos fatores psicossociais e pelos sonhos sacrificados no altar da exaustão. Lembramos daqueles que tombaram para que tivéssemos direitos, e não aceitaremos que estes sejam enterrados pela precarização e pela maldade daqueles que tentam manter a escravização do trabalhador.  

É dia de Luta porque não aceitamos mais a lógica da sobrevivência. A escala 6×1 é um grilhão moderno que sequestra ou rouba o tempo. O trabalhador não é uma máquina de disponibilidade infinita, é sobretudo um ser, merecedor de respeito e direito à vida. Direito a Justiça Social!

Conforme o conceito da OIT (Organização Internacional do Trabalho), Trabalho Decente deve ser produtivo, exercido em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade humana:

  • Lutamos pelo Tempo de Pensar: Quem vive exausto não consegue planejar o futuro;
  • Lutamos pelo Desenvolvimento: Queremos acesso ao estudo e ao aperfeiçoamento profissional como ferramentas de liberdade;
  • Lutamos pelo Direito ao Lazer: O descanso e a convivência com nossa família não são prêmios, são direitos inalienáveis!

A valorização do trabalhador começa pelo respeito ao seu tempo de vida. Uma sociedade que adoece quem produz é uma sociedade que faliu. Por isso, nossa voz nas ruas hoje é uma só:

Fim da jornada exaustiva! Saúde física e mental já! Pelo direito de estudar, de descansar e de ser feliz.

Trabalhador consciente é trabalhador que luta! Viva o 1º de Maio!

“Não é só trabalho, é nossa vida! Fim da 6×1!” ou “Queremos tempo para pensar e para estudar, ser feliz com a família, acompanhar o crescimento e desenvolvimento de nossos filhos e filhas!”.

Essa desgastante Jornada (06 dias de trabalho contínuos e apenas 01 dia de folga), é herança de um modelo industrial rígido que ignora as necessidades biopsicossociais do ser humano. No 1º de Maio, ratificar a luta contra essa jornada é denunciar o que chamamos de pobreza de tempo.

“Prezados trabalhadores e trabalhadoras, sindicatos a união da classe é o único freio contra jornadas extenuantes, como a escala 6×1, que ainda hoje desafiam o conceito de trabalho decente e sustentável, reafirmando que a luta de 1886 por tempo para viver continua mais viva do que nunca.”

O SENALBA- BA ESTÁ NESTA LUTA!

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